Família da modelo Agda Rocha espera justiça

Jean Carlos de Oliveira Pinto, acusado de matar e estuprar a modelo Agda de Fátima Rocha, em setembro de 2011, vai a júri popular no dia 16 de abril deste ano. A modelo foi morta, dentro de casa, no Núcleo Pimentel, em Ponta Grossa.

A família da vítima, logo após o crime, buscou os serviços do advogado Ângelo Pilatti Junior, que desde o inquérito policial e todos os atos do processo, inclusive do recurso da defesa junto ao Tribunal de Justiça do Estado, vem acompanhando o caso, que agora, segundo o criminalista, foi concluído. Ao tomar conhecimento da data do julgamento, Pilatti diz que procurou anexar aos autos alguns documentos que entende importantes para a elucidação do crime, bem como informar que a mãe da vítima, Rosani Aparecida de Lima, será também uma das importantes testemunhas de acusação, ao lado do delegado de Polícia, Leonardo Bueno Carneiro e dois investigadores Samuel Bagiotto e Anderson Lucas Scherer, que realizaram as diligências para prisão do acusado Jean. O promotor de justiça Márcio Pinheiro Dantas Motta arrolou para depoimento em plenário, ainda, a jovem Dahiany Barbosa, amiga da vítima, que no dia dos fatos, antes do crime, teria apresentado a modelo para o acusado.

Pilatti afirma ainda que os familiares de Agda Rocha, embora ainda visivelmente aturdidos e inconformados com o crime, estão esperançosos de que se faça justiça ao acusado pelo crime. O advogado, que não tem costume de falar sobre o processo, a não ser no júri, afirma que “muitas mentiras e declarações afirmadas pelo acusado, serão agora, aos olhos da sociedade, mostradas com as provas colhidas no processo”, finaliza.

Já o advogado de defesa, César Gasparetto, diz que os argumentos utilizados no dia do julgamento serão os mesmos usados por seu cliente desde o início do processo. “Meu cliente nega a autoria do crime e alega que o que aconteceu naquele dia foi um acidente. Infelizmente, o maior erro foi ele não ter permanecido no local, mas ele chamou por socorro, conforme está gravado e foi apresentado no processo”, cita.

Crime

Agda Rocha, que tinha 21 anos, foi morta em setembro de 2011, dentro de casa, no Núcleo Pimentel, em Ponta Grossa. O vendedor Jean Carlos foi preso em flagrante e continua atrás das grades. O Ministério Público denunciou o vendedor por homicídio duplamente qualificado. A primeira qualificadora foi porque o autor usou recurso que impossibilitou defesa da vítima e a segunda para assegurar a impunidade de outro crime, no caso, o estupro. Para o MP, o rapaz teria matado Agda porque ela reagiu à tentativa de relação sexual. Segundo a denúncia, o suspeito tinha “pleno conhecimento de que a vítima estava embriagada e sozinha em sua casa”.

Fonte: Diário dos Campos

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