Justiça libera acusados de desviar R$ 40 mi do Cescage

Os principais acusados do desvio de R$ 40 milhões do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage), Júlia Streski, Jorge Karam, Zilmara Viechinieski e Ivete Marcowicz - que estavam detidos em Curitiba desde a última sexta-feira - foram liberados na noite de quarta-feira após decisão do juiz da Vara de Inquéritos Policiais do Foro Central da Comarca da região Metropolitana de Curitiba, César Maranhão de Loyola Furtado. A justificativa é falta de competência, ou seja, o processo deveria tramitar em Ponta Grossa e não na capital. Por isso, o caso será remetido a uma de três Varas Criminais de Ponta Grossa, que podem ou não aproveitar as provas já colhidas durante a investigação do Centro de Operações Especiais Policiais (COPE).

Karam, Zilmara e Ivete voltaram para Ponta Grossa no mesmo dia em que foi expedido o alvará de soltura. Já a sócia-administradora do Cescage chegou à cidade na tarde de ontem e, conforme o advogado de defesa, Roberto Antonio Busato, ela deverá se manifestar oficialmente ainda hoje pela manhã. “A doutora Júlia acha necessário esclarecer os fatos, explicar o que aconteceu e o que levou a essa prisão injusta”, frisa.

O depoimento da sócia-administradora do Cescage estava agendado para ontem às 15 horas, mas diante do relaxamento da prisão temporária, a mesma preferiu não depor. Com relação aos depoimentos já prestados pelos outros três envolvidos, na sede do COPE, em Curitiba, Busato acredita que as oitivas devem ser encaminhadas para a justiça em Ponta Grossa. “Caberá ao juiz aproveitar ou não, ficará a critério do juiz, que também pode arquivar a denúncia feita contra 26 pessoas, sendo que duas delas já estão mortas, uma delas antes mesmo da fundação do Cescage”, relata.

Busato diz ainda que outro advogado de defesa da sócia-administradora do Cescage, René Dotti, já requereu ontem mesmo a devolução de todos os bens apreendidos durante a operação realizada na última sexta-feira pelo COPE, em Ponta Grossa. “Tendo em vista a decisão judicial serão devolvidos joias, dinheiros, automóveis, entre outros bens. Também foi requerido o desbloqueio bancário de todos os envolvidos no caso”, acrescenta. Durante a operação, o COPE cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Ponta Grossa e Curitiba, como também, nesta semana, em Pinhão e Toledo.

Documentação
Foi cogitado na tarde de ontem que diversos documentos do Cescage foram retirados do estabelecimento. A Polícia Civil foi até o local – porém não adentrou a portaria da instituição - e ficou incumbida de abordar veículos suspeitos que saíssem. Porém, não foi verificada qualquer situação anormal. O advogado Busato diz que levou o fato ao conhecimento do juiz e que dois oficiais de justiça deverão ir até a instituição para fazer levantamento de tudo o que ocorreu desde que a prisão temporária foi decretada na última sexta-feira. “Solicitei ao juiz que sejam encaminhados dois oficiais de justiça para constatar tudo o que foi feito lá nesta semana, já que salas foram arrombadas, documentos foram suprimidos e queimados e automóveis sumiram”, alega Busato.

Fonte: Diário dos Campos/Patrícia Biazetto

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